domingo, 25 de abril de 2010

O QUE ME DIRIAM OS LOUCOS?

O QUE ME DIRIAM OS LOUCOS?

Maria Dorinha,
25/04/2010, às 08h00minh


O que me diriam os loucos
se eu explicasse a minha paixão?
Quanto espanto em condensar o meu amor em palavras vazias,
as quais não refletiriam
um sentimento inexplicável de tamanha rendição.

Talvez os desvairados não me dessem condolência,
mas explicitaria a condescendência
pelo meu exaurir em chama,
cujo amor, em aço se funde
e crava-se feito lança em meu peito
onde milimetricamente,
o deus eros acertou...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

“Às vezes um parágrafo pequeno, quase invisível, do livro da
vida assume proporção de tamanha grandiosidade, inimaginável
em ralação ao todo do exemplar existencial.”

Maria Dorinha
19/04/2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

AFECTAR
Maria Dorinha,
02/04/2010
às 600h.


AFECTO-ME
SEM OS OLHOS,
OUVIDO.
AFECTO-ME
COM A ALMA
QUE VÊ,
ESCUTA
E DIZ CALADA
NO VAZIO...

segunda-feira, 1 de março de 2010

HÁ EM MIM TODAS AS VIDAS...

HÁ EM MIM TODAS AS VIDAS...
Maria Dorinha,
01/03/2010.







Há em mim todas as vidas que pulsam

Rítmicas e arrítmicas

Frias e quentes

Divididas e inteiras

Dormem e têm pesadelo

Acordam e sonham

Pensam e sentem

E que são várias e unas...



São vidas que se explodem

Gritam e se calam

Riem e choram

Recordam e esquecem

Cantam e emudecem

Nadam na profundeza

E afogam na margem dos seres...



Há em mim vidas

Que brincam como criança

E adoecem como velha.

Fortes e frágeis

Que se afirmam e se negam

Suicidam-se e revivem

Morrem e renascem...


Há em mim infinitas vidas

Loucas e não insanas

Que deliram e padecem

Machucam e perdoam

Que têm coragem e são covardes

Enfrentam e afugentam

Têm vontade, mas não têm força

E amam...


domingo, 28 de fevereiro de 2010

A NATUREZA HUMANA

A NATUREZA HUMANA

Maria Dorinha,
28/02/2010, às 12h00min.




Como é engraçada a natureza humana.


Fria, como espada na alma.

Não se faz diferença verter em sangue

como verter em água.

Tudo é naturalmente não natural...

Engraçada a frágil natureza humana.

Animalesca, um tanto abestalhada!

Perde-se quando se chega,

e não se encontra quando se busca...

Sofre de vazio,

e quando preenche,

ela encharca e afoga.

Tudo é tão signatário!

Hã, uma eterna solitária de si mesma...