segunda-feira, 31 de maio de 2010

OUTRORA

OUTRORA
Maria Dorinha,
31/05/2010
Itálico



Outrora enfastiava de sonhos e fantasias,
tecia-me em ouro,
contava as estrelas
e cumprimentava, com festividade eloquente, a cada manhã.
Banhava em cachoeiras e apaziguava a alma.
Caminhava descalça ao som das folhagens de outono
e borbulhava ao sabor dos ventos.
E, hoje?
Sinto como um solista que musicaliza ao céu
Como poeta errante que rompe o coração e
em trocadilhos rememora o outrora...

domingo, 2 de maio de 2010

Estatuto da efemeridade
Maria Dorinha,
02/05/2010.




Talvez o meu amor seja efémero,


tal como no estatuto que o atribuíste.


Talvez, efémero como os elementos da natureza:


o fogo, a água, o ar e a terra.


Tão efémero que queima, afoga, sufoca e soterra.


-Hã, a eterna controvérsia do que é perenidade...

domingo, 25 de abril de 2010

PROVA O MEU AMOR

PROVA O MEU AMOR

Maria Dorinha,
25/04/2010, às 08h30min.


Prova o meu amor,


e me degusta suavemente


para não enfastiar-te com o aroma exótico


que exala de minha pele veludínea.


Pois o meu lábio pronuncia - é a ti que busco-


Por que estas em meu lençol de seda,


onde os querubins com suas harpas me rendem


com a música nupcial do amor.


Prova-me e silencia a tua alma!


Ouve as batidas do meu coração,


como canto do além que extasia o teu corpo .


Ouça meu clamor ao chamar-te pelo nome!


Na minha vida monótona, tu és o personagem de Shakespeare,


o incógnito do teatro da minha existência,


que me provoca a ruminação,


a catarse intensa: - e lembro que sou mulher!...


O QUE ME DIRIAM OS LOUCOS?

O QUE ME DIRIAM OS LOUCOS?

Maria Dorinha,
25/04/2010, às 08h00minh


O que me diriam os loucos
se eu explicasse a minha paixão?
Quanto espanto em condensar o meu amor em palavras vazias,
as quais não refletiriam
um sentimento inexplicável de tamanha rendição.

Talvez os desvairados não me dessem condolência,
mas explicitaria a condescendência
pelo meu exaurir em chama,
cujo amor, em aço se funde
e crava-se feito lança em meu peito
onde milimetricamente,
o deus eros acertou...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

“Às vezes um parágrafo pequeno, quase invisível, do livro da
vida assume proporção de tamanha grandiosidade, inimaginável
em ralação ao todo do exemplar existencial.”

Maria Dorinha
19/04/2010