domingo, 19 de junho de 2011

Queria escrever um poema de redenção
Para mim mesma
Grafar o meu sentimento
Para ter evasão em verdade e ato
Com letras garrafais
Para não me perder
Em caminhos tortuosos
que não me conduz aos meus encantos
e não apaga os meus ais...
Queria escrever um poema de amor
Que diria a imensidão de terra e de mar
De algo magestosamente intenso
Um poema que me libertaria do espaço
e me faria voar sem condicional
Sem reticências, vírgulas
E que não ousaria ter um ponto final

Maria Dorinha,
19/06/2011,
às 22h00min

domingo, 12 de junho de 2011

Amor
Abuso do tempo
Que não é unguento...
Amor
Não é chegada
Partida
Nau
Causa perdida...
Amor
Presente
Em alma
E gemas...
Amor
O tempo borra
O agora
Num retrato
Que não se vai embora...


Maria Dorinha
12/06/2011, às 20:00h.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Se tantas quimeras soubessem

que de perda me perdi no medo

de amar no mar de pureza e dor.

Se tantas certezas soubessem

do medo do meu próprio

destravado amor.

Se o tempo entendesse o amor

apenas existiria a menção

do presente em flor...

Se a minha alma redimisse

o jogo de tanto pudor

te suplicaria pela triste sina

de amar somente pelo seu amor...

Maria Dorinha,

17/05/2011.

sábado, 16 de abril de 2011

A academia de corpos


A ACADEMIA DE CORPOS





A academia de corpos buscando

a perfeição dos deuses


suor, músculos em ação.


Mergulho em uma esteira,


aqueço e ativo a fluidez dos líquidos


que me banham em violentas golfadas,


que pulsam o coração em dilacerada.


Como se o sangue ao fluir através das veias


não fosse entornado de uma bebida quente ,


suave e vermelha,


que permeia as células


e vaga retirando as impurezas


que povoam o continente


de um corpo em sua grandeza...


Aciona a adrenalina e força os músculos


a carregar os pesos da vida que encharca a alma.


É como se agenciasse em fato,


a vigia de o espanto de viver neste mundo em ato.


Corro, paro, suo e desfaleço como algo já vivido em melhor apreço...


Maria Dorinha,16/04/2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Introspecção,

Saudades de algo vivido

em jacto

De um ser

Que apareceu sem desencanto

E partiu como algo brando

deixando incerteza de ter sem mantos,

de abraçar com as pernas em ato...desnato...


Maria Dorinha, 08/04/2011.