domingo, 4 de dezembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Estranho ser?
Estranho ser?
Estranho ser?
Talvez, como todo sim ou não
Ou como simples forma da desrazão.
O porquê não?
Amor, estranha forma de querer
Forma de amar, na própria síntese do bem querer
sem condição
de está atado fora do coração...
-Estranho ser!?
-Talvez não...
Tem pele, tem seio,
tem tesão
e tem cheiro...
O amor não é feito pão
mastiga, degusta e expulsa...
Amor tece tecido
Na própria carne que se cose
Que se imbrica...
Borda imagens imperfeitas
- De perfeitos é a junção do SÃO...
É sangue, linfa e DNA
Identifica a singularidade do amar...
Não compare com mesmice
Do amor feito cardápio
Em figura de um balcão...
Maria Dorinha,
30/10/2011.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Há tanto amor
Dói a alma
Embriaga qualquer calma
Tudo aflita, nada dissipa
Nesse tempo cíclico
De amar a não vez parida
Há amor que não perdura
-Vaga... Em época sem chegada e sem partida
Há vida!
Que se nega
Na encruzilhada do destino
E brinca e goza do desatino
De ser deus
A única dona de uma sorte
De se perder com própria morte...
Maria Dorinha, em 26/10/2011
Às 20h00min
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Um sentido qualquer para sobrevivência do amar.
Um sentido qualquer para sobrevivência do amar.
Há um sentido que deixa a vida passar,
Tempo de recolhimento, onde nada há de se gostar.
Há um vazio que não se preencherá,
Porque de tanto tempo perdido
-Nada irá completar!
Há uma existência que um dia talvez vá chegar
Onde prenderá esse meu sentido
E o domará para nunca escapar
E fazer desse vôo um verdadeiro amar...
Hã um tempo de carência que nada irá suplantar,
Vejo tudo como miragem
Onde nada quero encontrar...
Um dia que é noite, onde quero te encontrar
E não te busco pelo medo de não me achar...
Quantas vidas se passam sem se viver,
No meu dúbio tempo que faz padecer.
Nem mesmo me compreendo
Porque solto o meu querer,
Será destino, será desatino
Que eu olho e deixo perecer...
Quisera ter uma fera
Que me faz correr
e me ensina que a vida
é o amor que se tem para sobreviver.
Deixo passar como navio em águas barrentas
onde se perde um tesouro ao mar...
Mas são forças que aprisiona
uma vida sem que haja um sentido para se livrar...