domingo, 22 de janeiro de 2012


Só acredito na grande vontade
 que move os corpos celestes
com energia do amor...
Que gira a existência neste mundo
de fraca coragem
onde o tempo vomita
num escandaloso desamor...

Maria Dorinha,
22/01/2012



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tem momentos que me fecho em letras, transmuto, transito, transformo, 'transtudo' em poemas. E as letras são o ar, a comida, a bebida, a explosão do meu ser...É como que as letras tirassem e me doassem a mim mesma, o translúcido, o obscuro, o frágil e o impermanente que me sufoca, me maltrata por não saber decifrar os refrões, as rimas e as cismas do meu próprio existir. E prefiro grafa-las em versos poéticos ( às vezes patéticos ) da não poesia da existência nua que me atropela, me molda, me afeta, me tira, me desnuda até o momento de eu própria renascer..."
(Dorinha)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


Tanto medo
Tranca a vida
Expulsa o sentir...
Quando desnuda
Há portas a ferir
Aportar quem sabe
Num barco sem fim...

Maria Dorinha,
03/01/2012.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

VEM...


Vem...

Vem,
Gruda no meu coração
Com êxtase dançará feito salamandra
E te iluminará com chama e furor.
Mostrarei os segredos da natureza
Que ruge feito vulcão em ebulição.

Descobrirás o segredo das esferas celeste
Que te convida a brindar o livro da vida,
E sobre o manto da curiosidade, grita:
-Ah, descortina-me!

Como nômade vagarei em teu corpo grande
Esconderei a estrela guia
Para me perder em vida que te anseia.
Saciarás com água límpida
cuja boca jorrará teu nome
e em sono nupcial implorar-te-ei
 para jamais me acordar...

Maria Dorinha,
29/12/2011.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Quão sentidos se dão
Ao meu coração
De mão única
Que enguiça no aceno
Espreguiça no afago
Melancoliza na solidão...

 Maria Dorinha, 23/12/2011