quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sejamos amantes

Sejamos amantes

puros ou impuros,
sedentos ou mornos
mas, sejamos amantes
de sal e açúcar
de mel e fel
de paixão e obrigação
mas, sejamos amantes
de dia e noite
de vazio e cheio
de encher e tirar
de mexer e parar
de gemer e ceder
mas, sejamos amantes
de amor e amor
de qualquer jeito
de efeito...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

AMAR


Amar...

É preciso um tempo
Para realizar a catarse do amar,
Ruminar, sentir, mimar.
Imaginar...
Quanto tempo se leva para auto gerir
a tatuagem do amar, que marca o corpo
feito renda em arco- iris, golfada de ares
e adocicados pomares?
-Uma eternidade aos de relógio em pulso
E de ação milimetricamente
anunciada pelo cromos,
que se afasta de si a impregnação
do sonhar...
Tempo que parece sem tempo
Para se embriagar a alma de bem querer
e acalentar: -Sensações vertiginosas!
Arte de inspiração dionisíaca
Dança até os olhos brilharem
Numa concupiscência por consentir, primeiramente,
o sentido para amar...
Mas o tempo urge,
quer mastigar e dissolver
qualquer som do silêncio na existência
e tudo quantificar...

Maria Dorinha,
21/02/2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Frase

"Ao escolher qualquer ação, por insignificante que ela seja, já está implícito a renúncia de algo. O valor disso será o seu efeito, que somente será experimentado com o passar do tempo..." ( Maria Dorinha).

Só acredito na grande vontade
 que move os corpos celestes
com energia do amor...
Que gira a existência neste mundo
de fraca coragem
onde o tempo vomita
num escandaloso desamor...

Maria Dorinha,
22/01/2012



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tem momentos que me fecho em letras, transmuto, transito, transformo, 'transtudo' em poemas. E as letras são o ar, a comida, a bebida, a explosão do meu ser...É como que as letras tirassem e me doassem a mim mesma, o translúcido, o obscuro, o frágil e o impermanente que me sufoca, me maltrata por não saber decifrar os refrões, as rimas e as cismas do meu próprio existir. E prefiro grafa-las em versos poéticos ( às vezes patéticos ) da não poesia da existência nua que me atropela, me molda, me afeta, me tira, me desnuda até o momento de eu própria renascer..."
(Dorinha)