terça-feira, 17 de agosto de 2010

Hã meu amor,
dizes com veemência que me conheces.
O que eu direi a mim mesma?
Conhecer-me amado
Não é decompor-me em palavras pétreas,
Em cujo firmamento é somente para a vossa garantia
de se alojar...
Meu amado, não se diz em palavras.
Sou um ato cuja flor desabrochou,
E palavras vã vocabulário
que de nada em mim se avolumou.
Sou o nada onde o nada de mim mesma
se alastrou...
Sou a aurora dispersa,
a potência latente
onde nada se causou...
Sou indescritível
como o próprio meu amor
que por ti lançou.
E em palavras não se diz
Pois é o mistério onde tudo se avolumou.
E o tudo não é nada,
comparado ao nada que a ti se conjugou...

Maria Dorinha
17/08/2010.
O teu olhar místico
doce ternura que encanta,
ensina-me o amor
palavra límpida
tece o presente
e ainda me faz crer,
que a vida é uma eterna magia,
de um sonho encantado
que vibra todo o meu ser...

Maria Dorinha,
17/08/2010
.



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

SOLITÁRIO AMAR

SOLITÁRIO AMAR...
Maria Dorinha,
09/08/2010, às 01h00minh.



Existe uma potência no meu ser
que desterra um grande regozijo
que perdura neste rodopiar,
feito átomo instável,
de tanto te amar.
Rompeu-se o universo em chamas
e vingou-se em minha’lma.
Que planeta eu me perco com lisura
somente para não te encontrar.
Mas tua imagem caleidoscópica
penetra no meu ninar.
Estás em meus sonhos coloridos
os quais me pervertem por te amar.
Acordo e me perco em mim
numa eterna busca
de não me encontrar.
Finjo que nada sei
e não me pergunte:
-O porquê de viver em alto mar?
Lá de longe, vejo o farol
a única certeza que me guia
ao encontro do nada,
onde é lá que vou te achar.
Aprecio as nuvens que teço
o reverso de tua imagem,
pois já esqueci a tua verdadeira insígnia
de tanto comtemplar o mar.
Vejo os rochedos, pedras,
as ondas batem por lá.
Imagino os meus olhos
findos e tristes
enchem de lágrima
pela dureza de te amar.
Observo um barco longe ao léu,
talvez um marinheiro
para me salvar de este isolar.
Ou quem sabe seja uma miragem,
como tantas em que eu me perdi
para te encontrar.
Escuto os pássaros,
estou à me aportar?
Creio que acordei,
o imenso mar está em volta
e o pequeno barco derradeiramente

se perdeu em alto mar...

domingo, 1 de agosto de 2010

Veja a minha outra face
Mulher que verte de desejo
E abarrota-me de amor
Não me veja com esses olhos medrosos
Seja meu amante,
Doce senhor...

Maria Dorinha,
01/08/2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

INCÓLUME AMOR...

INCÓLUME AMOR...
Maria Dorinha, 29/07/2010,
às 20h00minh.


Enfastiaste ou não conseguiste ouvir

o coração que solve a musculatura lânguida

de tanto reverenciar- te o amor. -Perdoai-me por te amar...

Quantos versos em dez mil palavras tocarão a tua alma?

Quantas verdades, que as desbotaram em um tempo pálido.

Por simbiose tingiu os poros da cor da tua própria pele.

Coisa preciosa esqueceu-se que te furtaram-se a jóia?

-Tempo implacável, toma-te a porção mulher!

Roupas se despem e se reviram,

se descobrem e se mostram de alma em gozo.

Quantos híbridos sentimentos suportarão esse vazio incólume.

-Enquanto tudo é medido, somado, passa-te a se subtrair...

Quantas vertentes de água, banha e recria uma imagem plácida de rainha,

que te solve e te queima o único lençol de seda.

Quanta espera do mensageiro,

cuja tranca lacrou a última mensagem

que clama pelo teu amor...