segunda-feira, 28 de março de 2011

Dissipo tua presença

Éter translúcido,

exala o meu cheiro mulher.

Meu corpo escorre feito tempo desmedido

e colhe o passado ao vento

Incerteza de um tempo vindouro

que me acoberto pelo instante de amor sem céu...


Maria Dorinha, 28/03/2011.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Tempo de amor
Das entranhas
Afoga o tempo
Que de tempo nada se ganha.
Tempo que revigora desejo
Da espera se fez no tormento.
Tempo?
Tempo do contratempo
Que de tempo se verte
No esperar pelo momento
Do tempo
Para o gozo pleno
De saciar o contento...

Maria Dorinha,
18/03/20110, às 17h00min

terça-feira, 8 de março de 2011

Graças pela mulher

que de ar se revestiu toda existência.

Pelo desejo que se saciou na dor

o grande ensejo;

pelo corpo,

do ato, da emoção,

pelas vicissitudes...

Graça pela pele, pelo adorno

pelas esferas celestes das leis da natureza mulher...

Graça por uma vida, parte do parir,

do encanto

que por vezes se verte em pranto

pela vontade controlada de não ser...

Por tudo, pelo nada

por agora,

uma simples consonância
do pulsar com o viver...

Maria Dorinha,
07/03/2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CALEI

Calei




Calei ao dizer amo-te...
Palavras que não veio ao termo,
O tempo se esvaiu o momento...
Calei
Por tempo em dizer te amo...
Palavras que talvez soem ao esmo,
Um tempo que se foi
É o tempo...




Maria Dorinha
12/02/2011, 11h.
Gosto do poema “A Genialidade da Multidão” de Charles Bukowski. Principalmente quando ele expressa sobre as pessoas ”que pregam amor, não tem amor”.

Pois, elas só alimentam da sua capacidade de amar, sugam essa beleza inefável própria do ser humano, embora nos dias de hoje seja transmutada por outras conotações.



As pessoas “que pregam o amor” na verdade precisam de alimento para nutrir a sua carência de amor ou a sua incapacidade de amar.


Seduzem porque é necessário para a sobrevivência da sua alma, do seu espírito...


É preciso se enganar, escamotear a si próprio, o outro...
Por que sem isso, nada tem sobrevivência e importância à elas.



Quando já saciaram desse alimento, mesmo que seja onírico, porque as pessoas não sabem experenciar e materializar o seu amor, partem para outro alimento, como predadores...


Quando amor enfraquece, porque nenhum amor sobrevive de anseios, o predador sai de dia, de noite, de madrugada para saciar a sua fome de amor.


Confunde como alguém sem nome, sem alma, sem nada...
Apenas, um provador de si, da carne sem alma...



Maria Dorinha