domingo, 13 de maio de 2012



Dê-me um sentido
Somente um quarto do todo
que faça acreditar que existe o amar...
Entre ruas, plumas e desertos, podes falar quaisquer coisas
Mas não o sentido poético de me desejar...
O tempo maltrata a alma,
Paixão de carne e corpo se afoga
E sobra o que se consegue enganar...
Dorinha


...Quereria que a chuva levasse um pouco de mim...
Talvez eu mesma, o todo, sem sobras e nem beiras...
Levou, lavou, limpou, brilhou, descobriu...
Sentiu, amou e não deixou vestígio de tão transparente que se tornou...
Cai a água e me leva sem volta, sem condicionalidade...
Flui...e a vida (re) coloriu, aquilo que se desbotou...


Dorinha

sábado, 17 de março de 2012


Se alguém perguntar por mim,
Fui por aí: dançando, rindo e tocando bandolim...
Se voltarei? – Não sei!
Talvez, em outras estradas que não caminhei...
Será como poesia de noite ou de dia,
Uma rosa, um perfume, um orvalho
Onde o tempo morde e espalha
No espaço da penumbra que desnuda.
E no ventre um espasmo
E na boca um ardume...

Maria Dorinha,
17/03/2012

quarta-feira, 14 de março de 2012


Podes segurar firme a minha mão?
Necessito de tua energia, o túnel é muito escuro e frio.
Além disso, há deveras abandonei a armadura na porta de entrada;
ela é muito pesada e percebi que nunca houve nenhum brilho
que fizesse jus a esse adorno
 cuja vestimenta é tecida em serie...
E o meu corpo frágil não suporta o peso
daquilo que nunca fez parte de mim mesma...

Maria Dorinha,
14/03/2012.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Quando a alma padece



QUANDO A ALMA PADECE

Quando a alma padece
O corpo adoece
Sangra, pena e estremece...
Existir em dor anunciada,
Proclamada em sintoma que carece...
Quando a alma entristece
O corpo perece...

Maria Dorinha,
28/02/2012