terça-feira, 14 de maio de 2013

LIBERTE-SE!



Solta os teus fantasmas se tens coragem de livrar-te deles.
Já se tornaram amigos íntimos, das mais cruéis verdades de ti.
Grita, berra, pergunta quem tu és ou o que tu se tornaste?
O que tu busca?
Vida? Vermes entranhados na pele, linfa e carne.
Ama-te o espelho, quando terás coragem de arrebentá-lo
e encontrar-te a pungência de ti.
E corre sem tu olhares para trás
para não te aprisionar novamente...
O que queres? Plantar em terra ou vagar?
Subir o monte ou desce-lo com toda sintonia ,
que repete cânticos dos cânticos,
 em linguagem que tu ainda não compreende...
Solta a fera que te aprisiona...
ruge o leão,
corre o leopardo,
voa como águia
nada como os golfinhos
rasteja como cobra
Aí entenderas o humano que és.
Arrebenta-te!
O amor te chama...
Sacia a tua fome!

Maria Dorinha
14/05/2013, às 1:23 min.

domingo, 4 de novembro de 2012

Atemporal...






Existe situação que perdura não por falta de

tentativa de esvaziamento, talvez por ser tão
 forte que ultrapassa o tempo cósmico...

Tempo, tempo divino ou tempo insano, tempo do tempo que se vai e vem e abarca o próprio sentido de eternidade...e me forja feito lâmina de aço, me dobra os joelhos, me arranca todas as máscaras...

Só peço que esse tempo me trague na mais violenta ação e me dissolva e me perca em outra dimensão... 

Maria Dorinha 05/11/2012 às 00:00 min.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Amor é a Morte


O AMOR É A MORTE

O amor é a morte,
morte da entrega, da sedução, do erotismo
que nos faz diferente do animal...
O amor e a morte, desconhecidos,
ambos temidos...
O amor e a morte, metafísicos,
ambos fugidios...
No amor se desaparece o eu, assim como na morte...
No amor se busca a completude, mesmo na ausência do outro, perda imaterial...
Na morte do amor há a agonia , o vazio, perda material da substância corpo...O que faz buscar a perpetuação de si através de corpos animados pelo sexo...
No amor e na morte há o encontro e o desencontro de si.
No amor e na morte há o êxtase...Sopro final...
No amor se perdura a vida,
na ausência do amor se perdura a agonia de morrer...
Não a morte do corpo em si, mas a morte de uma identidade patética
que busca no outro o espelho de si mesmo...
Agonia!... O drama dos corpos havidos pela vida, sem saber que o amor é a morte final...
Na morte se afirma a vida, compleição dos corpos, uma conjugação da intimidade...
Amar é morrer!...

24/10/2012. Às 10h00min.

domingo, 13 de maio de 2012



Dê-me um sentido
Somente um quarto do todo
que faça acreditar que existe o amar...
Entre ruas, plumas e desertos, podes falar quaisquer coisas
Mas não o sentido poético de me desejar...
O tempo maltrata a alma,
Paixão de carne e corpo se afoga
E sobra o que se consegue enganar...
Dorinha


...Quereria que a chuva levasse um pouco de mim...
Talvez eu mesma, o todo, sem sobras e nem beiras...
Levou, lavou, limpou, brilhou, descobriu...
Sentiu, amou e não deixou vestígio de tão transparente que se tornou...
Cai a água e me leva sem volta, sem condicionalidade...
Flui...e a vida (re) coloriu, aquilo que se desbotou...


Dorinha