quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Há quanto tempo não escrevo...

Há quanto tempo não escrevo,

devaneios de paixão.

Será que o tempo me escapa

um tiquinho de desrazão?

Ou talvez o coração esteja assoberbado

com tamanha ebulição,

e não me deixa vencer

com a linguagem da razão...

Maria Dorinha,
07/10/2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

A borboleta

A borboleta


Como borboleta
teceria em tua volta,
acariciar-te-ia sem pedir licença...
Sem justificar as minhas inconstâncias,
próprias de meu ser mulher,
gestadas em dias de dor e pranto...
Despiria das roupagens modeladas
e dançar-te-ia em vestes multicoloridas,
leves contornos em plumas,
perfeita harmonia...
Onde os deuses aplaudiriam
a doçura do toque
que invadiria a alma,
uma senda para o vazio,
mas plena...


Maria Dorinha
12/09/2010,
às 21h00minh.

domingo, 5 de setembro de 2010

O PRESENTE...

O presente...



A maravilha do presente

revela-me por espanto,

a sensação da magia

do deleite em teu corpo...

O presente camufla sutilmente

em minha’lma e perdura-se a fim;

me causa pasmo,

onde a vida é a pura visão espasmódica do ventre

que dança a mágica fissão...


Maria Dorinha,
05/09/2010

sábado, 4 de setembro de 2010

O céu e a terra brigam por uma mesma razão:
-Saciar-se de paixão.
Enquanto o céu diz que a alma abarrota de amor o seu coração, a terra diz que o seu corpo inflama de excitação...
Ambos, sedentos, perdem-se em palavras vazias,
envoltos de uma linguagem abestalhada.
Estão presos em seus instintos primários
onde se recria uma real tecedura corporal
sem sinônimos ou antônimos
sem substantivos ou subjetivos,
sem imanência ou transcendência,
unicamente são em verbos de ação...

Maria Dorinha,
04/09/2010. Às 1700h.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VIESTES...

VIESTES...
Maria Dorinha,
30/08/2010 às 01h00minh.



Viestes como anjo sem pedir licença,
com ar matinal,
que rejuvenesce a vida
e transborda de esperança
qualquer coração ausente...
Trouxestes a esperança em cores vivas,
feito cortina na varanda,
e docilmente desnuda um jardim de cravos,
dálias e tulipas...
Viestes como passo de criança, sem firmeza
trazendo maço de flores do campo,
cheiro de capim molhado...
Como um velho com um colo
que aconchega qualquer dor no peito.
- És um fogo que arde e esquenta
a lareira do frio d’alma ausente...
Viestes como pássaros cantantes
após chuva de verão
povoando o imenso silenciar do coração...
Trouxestes cantiga de ninar
e o ar da graça, que enche a sala em regozijo,
feito carnavais todos os dias,
sem malícia de se expor o amor...
Como festa de santo no interior,
que absorve toda a moçada,
com prendas e festins de cor...
Viestes como príncipe glorioso
que não cabe no peito, que de tamanha paixão
se arrebata feito mel
que escorre da colméia,
onde o beija-flor se perdeu...