sábado, 15 de janeiro de 2011

“Saudade de um tempo,

Onde a aurora ainda se pronuncia

Num louco embate de se avivar-te...”

Maria Dorinha,
15/01/2010.
Por que hei de reduzir o amor a meras quimeras,

se acaso não enxergas o sentimento em flor.


Por que há de se passar tempo em branco

a se confundir migalhas e prantos

por uma obra do acaso, a se saber

quando será um sim...

Meu amor é de tamanho regalo,

cambaleante nas incertezas

como incerto é o teu amor...



Maria Dorinha,
15/01/2010, às 18h00min.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LINGUAGEM DISSONANTE


Linguagem Dissonante


Da linguagem o desfalecimento ao ermo,
que castamente vem com uma ilusão,
e em letras vazias emudecem em dor a alma,
que cega tristemente a linguagem do corpo,
por atar em seu próprio deslocamento
sem vibração da sensação...
Ao redor da voz,
arrebata o ventre
e cinge a uma paixão solvente...
As falas são a boca sedenta,
cujas letras em toques anseiam
um amor não ascético,
que desnuda o sentido do prazer...


***********

As palavras se perdem em antinomia constante,
não são o sentir e o poder...
Refletem um mal em posse
que é estranho, por vez insano,
por violar os sentidos de viver...
Cada alfabeto,
nada mais é do que o grito mudo,
de um sinal alado,
da dissonância de o próprio querer...

**********

Sou uma estranha contrária
das letras que me corroem,
que me destroem.
Pois, são expressões mudas,
de um toque espinhoso
duma marca d’água que escorre
na forma espasmódica de um ser...
Apenas fantasmagoria,
que vaga como fantasia num alvorecer,
e afoga todo um bem querer...



Maria Dorinha, escrito em
03/06/09
.

FRASE

"O NOSSO AMOR É COMO A ECLIPSE...
TODAS AS METÁFORAS SÃO PEQUENAS PARA DEFINÍ-LO OU EXPLICÁ-LO."

(Maria Dorinha)

domingo, 2 de janeiro de 2011

SONETOS À UM AMOR

Sonetos à um amor

Maria Dorinha,
02/01/2011, ÀS 23:OO.


És a melodia que me ajunta


as partes dissonantes de mim mesma.


Escuto um gemido de alerta,


que irradia carícias vindouras


de um amor carente de o amor...


Sentes a alma e as leis da natureza,

que de tão natural,


ungiu dois corpos flamejantes em sintonia total...


Às vezes a melancolia me ronda,


nesta passagem ornamentada


de acidentes naturais.


Mas, os meus olhos vêem a ti amado,


pelos quais te fito através da penumbra,


majestoso, e é o meu amado escultural...


E de dia que benção aos meus olhos


quando vejo sua sombra em nu tão vivo,


que me cobre o corpo pequeno,


que emana sensação,

de um sentimento plácido


mas, liberto de paixão...