segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ensina-me a ser feroz
A domar os meus medos
A não erudição...
Quero falar da pizza
Da chuva
Da conversa fiada
De sorrir desaprumada...
Quero olhar através dos teus olhos maduros,
escutar tua fala como lâmina que me atravessa
corta, sangra e fere com verdades cruéis
da minha existência...
Estou cá sem máscara,
tal como sou, descoberta,
numa realidade de essência...

Maria Dorinha, 17/01/2010.

sábado, 15 de janeiro de 2011

“Saudade de um tempo,

Onde a aurora ainda se pronuncia

Num louco embate de se avivar-te...”

Maria Dorinha,
15/01/2010.
Por que hei de reduzir o amor a meras quimeras,

se acaso não enxergas o sentimento em flor.


Por que há de se passar tempo em branco

a se confundir migalhas e prantos

por uma obra do acaso, a se saber

quando será um sim...

Meu amor é de tamanho regalo,

cambaleante nas incertezas

como incerto é o teu amor...



Maria Dorinha,
15/01/2010, às 18h00min.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LINGUAGEM DISSONANTE


Linguagem Dissonante


Da linguagem o desfalecimento ao ermo,
que castamente vem com uma ilusão,
e em letras vazias emudecem em dor a alma,
que cega tristemente a linguagem do corpo,
por atar em seu próprio deslocamento
sem vibração da sensação...
Ao redor da voz,
arrebata o ventre
e cinge a uma paixão solvente...
As falas são a boca sedenta,
cujas letras em toques anseiam
um amor não ascético,
que desnuda o sentido do prazer...


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As palavras se perdem em antinomia constante,
não são o sentir e o poder...
Refletem um mal em posse
que é estranho, por vez insano,
por violar os sentidos de viver...
Cada alfabeto,
nada mais é do que o grito mudo,
de um sinal alado,
da dissonância de o próprio querer...

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Sou uma estranha contrária
das letras que me corroem,
que me destroem.
Pois, são expressões mudas,
de um toque espinhoso
duma marca d’água que escorre
na forma espasmódica de um ser...
Apenas fantasmagoria,
que vaga como fantasia num alvorecer,
e afoga todo um bem querer...



Maria Dorinha, escrito em
03/06/09
.

FRASE

"O NOSSO AMOR É COMO A ECLIPSE...
TODAS AS METÁFORAS SÃO PEQUENAS PARA DEFINÍ-LO OU EXPLICÁ-LO."

(Maria Dorinha)